No tatame, a luta é contra você mesmo: a mente campeã de Filipe Carmona

Tem gente que nasceu com talento. Tem gente que construiu o seu na insistência. Filipe Carmona prefere se colocar no segundo grupo. “Eu nunca fui o mais talentoso. Mas sempre fui o mais esforçado.” Parece uma frase simples para alguém que, aos 42 anos, acumula incontáveis títulos importantes no jiu-jitsu, é faixa-preta de 2º grau, professor de Educação Física e já esteve algumas vezes entre os melhores atletas do mundo em sua categoria. Mas talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante dessa história.
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Para Filipe, vencer nunca foi apenas sobre colocar uma medalha no peito. É sobre aprender a dominar a própria cabeça. Reconhecer os erros. Voltar no dia seguinte. Fazer novamente. E, principalmente, usar tudo o que aprendeu para transformar a vida de quem cruza seu caminho.
Mineiro de Belo Horizonte e morando em Itajaí desde novembro de 2025, Filipe Carmona integra o #TimeAlquimia e carrega para o tatame uma filosofia que vale também para a vida: “Eu lidero pelo exemplo. Eu não falo só. Eu falo e faço.”
E, acredite, ele tem muita história para contar. Porque antes do jiu-jitsu, veio o esporte. Filipe sempre foi do movimento. Quando criança, jogava futebol de salão e também de campo, chegando a ser convidado para seguir o caminho do futebol profissional. Os pais, no entanto, colocaram uma condição importante nessa história: abandonar os estudos não era uma opção.
O futebol profissional não aconteceu. O esporte, felizmente, ficou. Vieram a musculação, a Educação Física e, aos 27 anos, o jiu-jitsu. E foi no tatame que algo diferente aconteceu. “A chave virou.” Filipe começou relativamente tarde na modalidade. Enquanto alguns atletas pareciam carregar uma habilidade quase natural, ele precisava aprender cada movimento. E, como acontece com muitos iniciantes, tentava resolver muita coisa usando força, até perceber que força sem técnica tem prazo curto.
“Eu comecei mais velho no jiu-jitsu e era muito difícil, porque não sabia as coisas e queria usar a força. Treinando, percebi que a técnica pode ter força, mas, se você fizer força o tempo todo, você se perde. Vejo esportistas que parecem talentosos de berço. Eu não era assim. Sabia que não era o melhor, mas queria estar entre os melhores.”
Então fez do esforço sua vantagem competitiva. Quem brincava ou duvidava começou, com o passar dos anos, a perguntar: “Onde você chegou?” A resposta está nas medalhas. Mas está ainda mais na cabeça que Filipe construiu para conquistá-las.




A cabeça forte também treina
No jiu-jitsu, Filipe encontrou algo que já perseguia desde os tempos do futebol: a possibilidade de olhar para si mesmo, identificar onde acertou, entender onde errou e tentar novamente. É uma espécie de espelho. Só que de quimono.
“A autoanálise do que você errou e do que pode melhorar é diária. E é difícil. É muito mais fácil apontar o erro do outro do que reconhecer os próprios erros.”
Essa mentalidade, para ele, extrapola o esporte. O jiu-jitsu trabalha uma evolução que Filipe define em três dimensões: física, mental e espiritual. “Trabalhar essas três valências faz você enxergar a vida de outra maneira. Dá coragem para enfrentar o desconhecido, se controlar e se entender.” Talvez por isso ele repita uma ideia que, à primeira vista, parece contraditória para quem pratica um esporte de combate: “no tatame, a luta é contra você mesmo. Porque nem sempre vence simplesmente o atleta tecnicamente superior.”
Filipe acredita que, sob pressão, é preciso controlar sentimentos e emoções o suficiente para conseguir executar aquilo que foi treinado. “Se o adversário for melhor do que eu, eu aceito. Estou preocupado em fazer o que treinei. Depois analiso o que aconteceu e faço minha autocrítica. Esses monstros, que nos destroem e nos impedem de enxergar nossa própria capacidade, muitas vezes somos nós mesmos que criamos na nossa cabeça.”
Cabeça forte, portanto, não significa ignorar medo, pressão ou cansaço. Significa aprender a competir apesar deles.
Liderar pelo exemplo, dentro e fora do tatame
A Educação Física deu a Filipe outra forma de enxergar sua própria carreira. Mais do que construir futuros atletas, ele percebeu que poderia ajudar a construir pessoas. Um dos momentos que fizeram essa percepção ganhar força veio ao acompanhar a transformação de um aluno que tinha resistência à academia, problemas de saúde e uma rotina pouco saudável. Filipe o incentivou a experimentar uma nova atividade e, com o passar do tempo, começou a perceber mudanças que iam muito além do treino. Foi quando entendeu o alcance que seu trabalho poderia ter.
“Se eu consigo melhorar a vida de uma pessoa em 1%, sei que valeu a pena. No tatame, a metodologia é de respeito. Quando você sai da academia, o respeito te acompanha.”
Desde então, essa passou a ser parte essencial de sua missão como professor: estimular uma mentalidade de superação diária em cada aluno. No jiu-jitsu, encontrou uma maneira de ampliar esse trabalho. As turmas permitem falar sobre atividade física, prevenção de doenças, qualidade de vida e, principalmente, valores que não ficam presos dentro da academia.
Filipe viu alunos tímidos ganharem confiança. Pessoas inseguras começarem a acreditar mais em si mesmas. Viu o esporte mudar postura, autoestima e comportamento. E, não à toa, gosta de quebrar também aquele estereótipo clássico do lutador. Porque ser forte, careca e ter “orelha de lutador” não significa precisar andar por aí assustando os outros. “Você pode ser educado, ser do bem. As pessoas às vezes têm medo de chegar perto de um atleta de luta, mas aprender a lidar com isso é muito importante.”
No fim, ele resume seu papel de professor de uma forma ainda mais bonita: “ser a ponte é o melhor. O título é meu. A transformação pode ser de muita gente. Claro, medalhas importam, mas não resumem uma vida”. E, conhecendo melhor sua história, Filipe seria a última pessoa a negar isso.
“Competir exige disciplina, repetição e capacidade de continuar buscando evolução mesmo quando a mente está cansada”. Para ele, um campeonato obriga o atleta a exercitar constantemente uma postura positiva diante das dificuldades. Mas existe um troféu que não cabe na estante. “O título é meu, eu me superando. Mas conseguir mudar a mente de uma pessoa, fazê-la pensar positivo e se superar…é um título maior que qualquer outro”.
É aí que professor e atleta se encontram: o Filipe que entra em um campeonato querendo vencer é o mesmo que volta para a academia disposto a ensinar aquilo que recebeu de seus mestres. “Eu recebi esse ensinamento dos meus mestres e hoje consigo transmitir para os meus alunos o que recebi.”
E transmitir pelo exemplo. Sempre.
Entre os grandes do BJJ Stars
Em 2026, Filipe recebeu um daqueles convites que ajudam a dimensionar até onde todo esse esforço o levou: participar do BJJ Stars 19 – World Cup. O GP reuniu 16 atletas convidados para uma disputa eliminatória. Segundo Filipe, a seleção partiu de uma lista inicial muito maior, buscando nomes com títulos mundiais, brasileiros ou grande expressão no jiu-jitsu. Estar entre os escolhidos, portanto, já carregava um significado próprio.
“Só estar lá já é um reconhecimento do meu trabalho.”
Filipe não venceu o GP e, talvez, a maneira como ele fala sobre isso explique tão bem sua mentalidade quanto qualquer uma das vitórias. “Eu não ganhei, mas faz parte. Fiquei feliz com o que entreguei.” Não existe discurso de invencibilidade. Existe avaliação.
Treinou. Competiu. Entregou. Agora analisa, ajusta e volta ao trabalho.
É jiu-jitsu. Mas poderia ser a vida. Um currículo construído no esforço
E quando Filipe diz que queria estar entre os melhores, não é força de expressão. Em 2024, viveu uma temporada memorável ao conquistar o chamado Grand Slam, vencendo quatro dos principais campeonatos do calendário: Europeu, Pan-Americano, Brasileiro e Mundial.
Em 2025, foi campeão na categoria Absoluto do Pan-Americano e vice na categoria Superpesado, além de voltar a vencer o Campeonato Brasileiro. Fechou a temporada na primeira colocação do ranking Master 2, categoria dos 36 aos 40 anos.
Já em 2026, competindo no Master 3, para atletas entre 41 e 45 anos, conquistou o título de campeão brasileiro Faixa-Preta Master 3 Superpesado, além do bronze no Absoluto no Campeonato Brasileiro.
Agora, a preparação segue para mais um Mundial, em Las Vegas, na categoria superpesado. Será sua décima participação na competição e, nas nove anteriores, Filipe já conquistou três títulos.
Números que poderiam alimentar o ego. No caso dele, alimentam a próxima sessão de treino.
Uma história que começou com um convite para conhecer a Alquimia
O encontro de Filipe com a Alquimia da Saúde também aconteceu por meio do esporte. Quando ainda viajava ao Sul para competir, recebeu a indicação de Vinicius Almeida, atleta que também faz parte do #TimeAlquimia. Em uma passagem por Itajaí, decidiu conhecer a fábrica e experimentar os produtos.
O resto da história Filipe conta de um jeito difícil de melhorar: “experimentei e fui campeão.” Coincidência ou não, o encontro virou parceria.
Hoje, com acompanhamento nutricional, diferentes alquimias fazem parte de sua rotina, entre elas a Clean Protein Banana & Canela, Creatina Monohidratada, NAC, Smart Drink Hydro Pink Lemonade, Energia Performance Nitro 600 e os géis de carboidrato.






Nas competições, praticidade conta pontos importantes. “No campeonato BJJ eu levei muitos géis. É muito prático.” Entre as características que mais chamaram sua atenção está justamente a experiência de consumo. “Quando comparo com outros géis, ele é mais líquido. Mesmo sem água, não agarra no céu da boca, não gruda. E, no Impulse 2:1 Pitanga, a absorção é muito rápida.”
A preferência por produtos com uma proposta mais natural também conversa com a maneira como Filipe escolheu cuidar do corpo durante tantos anos de esporte. “Os produtos mais naturais fazem muito sentido para mim. A proteína, por exemplo, bato com banana e me sinto muito bem.”
É a estratégia de quem entendeu que performance não se constrói apenas no momento em que a luta começa. Ela é resultado de tudo o que veio antes.
Filipe Carmona é #TimeAlquimia
Existem campeões que ensinam pelas medalhas. Outros, pela maneira como lidam com as derrotas. Alguns, pela disciplina que ninguém vê. Filipe parece ter encontrado um pouco de cada coisa.
Aos 42 anos, depois de construir uma carreira na Educação Física, conquistar títulos importantes no jiu-jitsu e começar uma nova fase da vida em Itajaí, ele continua perseguindo a mesma coisa: evolução.
Não necessariamente ser melhor do que o adversário do outro lado. Ser melhor do que o Filipe que entrou no tatame ontem. Porque o esforço pode conquistar campeonatos. Mas o exemplo alcança lugares onde nenhuma medalha chega. E, se no caminho ele conseguir melhorar em 1% a vida de alguém, para Filipe, já valeu a pena.
Essa também é a essência do #TimeAlquimia: diferentes histórias, modalidades e desafios unidos pela busca por performance com saúde, respeito à individualidade e evolução constante.
No esporte e na vida, talvez os adversários mais difíceis sejam mesmo aqueles que criamos dentro da própria cabeça. A boa notícia é que a mente também treina.
Aqui é saúde sempre!
As informações contidas neste conteúdo não têm a intenção de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Os benefícios mencionados sobre os alimentos são baseados em fontes tradicionais e científicas, mas não substituem aconselhamento ou tratamento médico. Consulte um profissional de saúde para orientações personalizadas. As combinações de suplementos aqui expressas retratam unicamente a experiência do atleta entrevistado.
Faixa-preta de jiu-jitsu e multicampeão, Filipe Carmona fala sobre esforço, mente forte, liderança pelo exemplo, grandes competições e sua rotina no #TimeAlquimia.